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Coluna/Opinião

AS EMERGÊNCIAS DO CONGRESSO SÃO OUTRAS - Vicente Lino

Data: Terça-feira, 30/11/2021 15:36

Como se sabe, nós os pagadores de impostos já pagamos por toda a campanha eleitoral que virá por aí. Vamos bancar as 33 siglas que deveriam representar verdadeiros partidos políticos, mas não representam nada, nem ninguém. Servem, para abastecer o caixa dos caciques e seu entorno. Em 2021, foram 783,3 de reais milhões do Fundo Partidário e outros 2 bilhões de reais do tal do fundo eleitoral. Em 2022 a verba anual do Fundo Partidário será engordada pelos bilhões doados a cada dois anos pelo Fundo Eleitoral.

E a coisa pode piorar muito. A LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias, autorizava o aumento do fundo eleitoral de 2 bilhões de reais em 2018 para 5,7 bilhões em 2022. A gente se lembra que, no início da pandemia, com pessoas morrendo, hospitais lotados, estabelecimentos fechados e pessoas desempregadas, aventou-se a possibilidade de que essa dinheirama fosse direcionada para atender o povo. Pode esquecer. Suas excelências bateram o pé e de lá não saiu um centavo. Isso num país que tem o segundo Congresso Nacional mais caro do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Cada um dos 513 deputados brasileiros e dos 81 senadores custa mais de US$ 7 milhões por ano - seis vezes mais que um parlamentar francês, por exemplo. Nada disto causa qualquer incômodo aos nossos parlamentares. Vamos lembrar que suas excelências tiveram ousadia para aprovar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022, que aumenta a dinheirama para 5,7 bilhões de reais. O parecer foi elaborado pelo deputado Juscelino Filho, do DEM, do Maranhão.  Ele teve a coragem de afirmar que o Fundo de Financiamento de Campanha tem papel no exercício da democracia dos partidos. No Senado foram 40 votos a 33 e na Câmara dos Deputados foi 278 a 145 votos pela aprovação.

Não seria muito melhor se esses 5 bilhões e setecentos milhões fossem para o Fundo Emergencial? Suas excelências acham que não.

Vicente Lino.

AS EMERGÊNCIAS DO CONGRESSO SÃO OUTRAS - Vicente Lino