Falamos por aqui, mais de uma vez, sobre o trabalho do Poder Judiciário criticando algumas ações desastrosas, além dos enormes privilégios concedidos a este Poder. Agora, reportagem da Revista Oeste informa o custo deste mastodonte. Mais de R$ 100 bilhões por ano são consumidos no Brasil apenas em gastos com o Poder Judiciário. O valor desembolsado com a Justiça brasileira corresponde a 1,3% do nosso Produto Interno Bruto (PIB). Quando comparamos com outros países concluímos que, as 433,5 mil pessoas do judiciário representam, para o brasileiro pagador de impostos, gastos bem maiores e inexplicáveis.
Chile e Colômbia gastam 0,2% e a Argentina 0,32% do PIB com o Poder Judiciário. Nós gastamos 1,3% do PIB. Seis vezes mais que Colômbia e Chile e quatro vezes mais que a Argentina. Pra se ter ideia do absurdo, na Alemanha, os gastos com o Judiciário, são três vezes menores que aqui no Brasil. E a coisa só piora porque a Inglaterra e a Espanha gastam apenas 0,1% do PIB com o seu judiciário e os Estados Unidos apenas 0,14%. Muito bem: Gastamos dez vezes mais do que os Estados Unidos e, daqui a pouco, alguém vai dizer que nossa justiça é dez vezes melhor que todos os países que acabamos de falar. Bem; as leis são feitas por eles e para eles mesmos e por isso nada muda. Tanto é verdade que a Associação Brasileira dos Magistrados já saiu atirando e disse que “Quaisquer emendas parlamentares que tenham o objetivo de estender aos magistrados as medidas previstas para os servidores do Poder Executivo padecerão de vício de iniciativa”.
A entidade “não admitirá a tramitação de qualquer matéria que afronte a Constituição Federal e a Lei Orgânica da Magistratura”. Faltou dizer: Nós gastamos 100 bilhões e vocês, calados, recebem justiça de péssima qualidade.
Vicente Lino.