Chegou ao final a Conferencia sobre o clima na Escócia e agora começa o balanço daquele grande encontro. Chama atenção, uma questão que deveria ser manchete no Brasil e no mundo; a ausência da China. Como se sabe Xi Jinping, o presidente do país mais poluente do mundo não se importou com a Conferência sobre o clima. Em vez de se juntar aos outros chefes de estado na COP26 das Nações Unidas, ele optou por enviar uma breve declaração por escrito. Na nota, enfatizou a importância da cooperação, destacou os esforços da China para fazer a transição para a energia limpa e apontou para a necessidade de uma "ação sólida". O que a nação mais poluidora do mundo quis dizer com ação sólida ninguém sabe dizer, mas a China continua poluindo o planeta.
A declaração ficou vazia. A cadeira da China na conferência, também. Todo mundo sabe que a China é responsável por 27% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, mais do que qualquer outra nação desenvolvida combinada. O Brasil, responsável por menos de 3% das emissões, é atacado pela imprensa daqui e de lá de fora. Nas últimas três décadas, as emissões da China triplicaram e não há sinais de que a tendência será revertida tão cedo. As autoridades chinesas costumam apontar para as emissões históricas dos países desenvolvidos. Mas desde 2005, para cada tonelada de emissões reduzidas pelos EUA, a China quadruplicou as suas. O presidente do partido comunista Chinês, Xi jinping, anunciou, em 2020, que iria zerar as emissões até 2060.
Ninguém acredita, porque a China também fala que não há genocídio contra os uigures muçulmanos em Xingiang, mas há. Tem mais; a China China importou 41 giga watts de energia a carvão para dentro de suas fronteiras somente em 2020. A conferencia fica pra depois. A imprensa brasileira, ao invés de atacar o Brasil, deveria se unir a imprensa mundial e declarar o Partido Comunista Chinês o maior inimigo do Clima, em todo o mundo. Mais que passou da hora.
Vicente Lino.