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Coluna/Opinião

A DOENÇA TRISTEMENTE POLITIZADA - Vicente Lino

Data: Terça-feira, 09/11/2021 11:54

A gente já falou por aqui sobre a maneira que o Brasil tem lidado com a pandemia da covid-19, desde o seu início. Falamos da desaconselhável politização da doença e do oportunismo da classe política em momento de grave crise sanitária. A coisa nunca melhora, na medida em que os três poderes batem cabeça sobre as medidas necessárias para a boa gestão da doença. Agora, há pouco, o Poder Executivo baixou portaria proibindo demissões dos trabalhadores que se recusem a vacinar. No Poder Legislativo, três partidos já conhecidos por essas ações, Rede, PSB e, claro, o portentoso PT afirmam que a portaria é inconstitucional, porque lá na cabeça deles viola direitos fundamentais à saúde e à vida.

Aí, o Poder judiciário, pra não variar nada, chamou ás falas, o chefe do Ministério do Trabalho, Onyx Lorenzoni, que terá de explicar sobre a portaria que ele assinou e que proíbe as empresas de exigir o comprovante de vacinação para manter funcionários empregados. Temos, então, que o Ministério do Trabalho baixa uma portaria em que defende o direito ao emprego e aqueles partidos que abrem a boca falando em defender o trabalhador correm ao STF para contestar a portaria.

Neste pacote, a única autoridade em saúde, o Ministro Marcela Queiroga se manifestou afirmando seguinte: “Nós achamos muito drástico demitir pessoas porque elas não quiseram se vacinar. Como médico, eu sempre consegui que meus pacientes conseguissem aderir aos tratamentos na base do convencimento. E disse mais: Nós queremos criar empregos, sobretudo empregos formais. Então, essa portaria é no sentido de dissuadir demissões em função de o indivíduo ser ou não vacinado. As vacinas as pessoas devem buscar livremente. A OMS e o CFM também se mostraram contrários à obrigatoriedade. Cá entre nós: a entrada do STF na conversa piora tudo.

Vicente Lino.

A DOENÇA TRISTEMENTE POLITIZADA - Vicente Lino