Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!
Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!

Coluna/Opinião

O CINEMA E A DEMOCRACIA BRASILEIRA - Vicente Lino

Data: Segunda-feira, 08/11/2021 17:43

Acaba de estrear nos cinemas brasileiros, o filme “Marighela”, dirigido por Wagner Moura. Em 2018, em entrevista ao O Globo, o diretor já havia afirmado que o filme não seria imparcial e assegurou que a obra abordaria tanto o passado quanto o presente. Disse ainda, que esquerda tem que sair das cordas e partir para o ataque, sem explicar a que ataque se refere. Como se sabe, a esquerda e suas variantes assumiram, democraticamente, o poder no Brasil, lá se vão quase 30 anos. Wagner afirmou que abordaria o passado e o presente em sua obra. Então, vale lembrar que o seu herói sempre fez a mais ferrenha defesa do terrorismo e expôs com indiscutível clareza seu desapreço para com a democracia.

O filme deixa de fora o fato de que, lá em 1953, Marighela foi para a China e lá, presenciou os horrores daquela ditadura. Omite, também, sua objetiva pretensão de implantar no Brasil o que via por lá. Em junho de 1969, Marighela escreveu e distribuiu o Manual do Guerrilheiro Urbano, onde, dentre outras coisas, ensina ao Guerrilheiro; como viver, como se preparar, quais deveriam ser suas armas e a razão para a existência do tal do guerrilheiro. No início de 1968, Carlos Marighela afirmou que o caminho pacífico da revolução brasileira, alimentaria ilusões no povo. Pregando um caminho não pacífico, violento, até mesmo de guerra civil. É história. Está nos arquivos e Wagner Moura não conta.

Não há justificativa para as ações violentas ocorridas em nenhum dos dois lados do regime que naquele momento da história, travavam guerra por posições ideológicas conflitantes. Marighela, com armas na mão, defendia o comunismo, afirmando que o Brasil se tornaria um novo Vietnã, dezenas de vezes maior. Wagner Moura e os grupos que tratam Marighela como herói, chegaram a ocupar o poder no Brasil, quase causando sua completa destruição. Agora, tentam voltar para consumar o desastre. A democracia deve resistir.

Vicente Lino

O CINEMA E A DEMOCRACIA BRASILEIRA - Vicente Lino