De um lado a sociedade debate os aumentos nos preços dos combustíveis, que é monopólio da Petrobrás e de outro lado, como aumentar o Bolsa Família para 400,00, como pretende o Governo, mas sem furar o teto de gastos. Só não se ouve falar em corte dos gastos públicos, principalmente com salários e privilégios que todos conhecemos, nem na diminuição dos enormes subsídios que beneficiam grandes empresas. No momento do debate, a Petrobrás apresenta números que deveriam orientar decisões de governo. Reportagem da Gazeta do Povo, nos informa que, o Conselho de Administração da empresa, aprovou nesta semana o pagamento de nova antecipação da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2021, no valor total de R$ 31,8 bilhões.
Somado ao repasse de R$ 31,6 bilhões anunciado em 4 de agosto de 2021, sobe para R$ 63,4 bilhões o total antecipado aos acionistas neste ano. É uma dinheirada que será distribuída conforme composição acionária da Petrobras. 42,79% pertence a estrangeiros, 36,75% ao governo e apenas 20,46% a investidores brasileiros. É pra essa gente que vai toda essa dinheirama. Vamos lá: Para atender a população de baixa renda com o Bolsa Família, o Governo precisa de 51,1 bilhões. Por outro lado, a Petrobrás já anunciou a distribuição de R$ 63,4 bilhões do aos seus acionistas. Dinheiro suficiente para cobrir cinco anos do reajuste permanente de 20% do Bolsa Família.
A Petrobrás poderia ser chamada para contribuir? Não, porque a coisa é antiga. A Petrobras foi criada, em 1953. Na ocasião, o economista, Roberto Campos, se tornou um crítico contundente deste monopólio. Ele acreditava que a falta de concorrência geraria acomodação e ineficiência, o que acabou acontecendo. E olha que estávamos longe da monumental roubalheira de que a empresa foi vítima, nos governos do PT. A Petrobrás pertence aos seus acionistas, a casta de seus funcionários e aos políticos que continuarão a saqueá-la. A Petrobrás nunca pertenceu aos brasileiros.
Vicente Lino