29.10.2021 – A LIBERDADE É O NOSSO MAIOR BEM.
Como todo mundo sabe, ou deveria saber, a liberdade de expressão está garantida, aos brasileiros, no Artigo 5º da Constituição. Está escrito lá que; “é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato. E o art. 220 veda toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. O texto Constitucional deveria deixar claro, que as pessoas não podem ser punidas por suas opiniões, gostemos ou não delas. Até pouquíssimo tempo atrás não se tinha notícia de alguém ter sido preso por crime de opinião. Liberdade de expressão é tema que, deveria ser defendido por todos que prezam por nossas liberdades básicas, independentemente de sua preferência ideológica. Permanecer calado, ou apoiar arroubos autoritários é flertar com a censura principalmente neste momento em que são acirrados os ânimos por conta da preferência ideológica de cada grupo.
Pessoas estão tendo seus direitos básicos desrespeitados e alguns, por irracionalidade, chegam até a aplaudir. O ministro Alexandre de Morais, acaba de decretar a prisão preventiva, extradição, bloqueio de contas bancárias e bloqueio do canal nas redes sociais, do jornalista Allan dos Santos. O Canal Terça Livre não existe mais. Ocorre que não se encontra uma lei sequer em nenhum dos códigos brasileiros que defina o crime atribuído a Allan dos Santos. Quase ninguém fala nada contra essa e outras ações do ministro que transbordam falta de compromisso para com a verdade e o cumprimento das leis. A decisão autoritária que atingiu Allan dos Santos deve ser condenada por todos os que são a favor da equidade e da justiça.
Ele e todos nós, somos iguais perante as leis. Os que hoje fingem não ver e apoiam os atos autoritários do STF correm o risco de, amanhã, serem vítimas dessas mesmas arbitrariedades, depois que esse tipo de prática se tornar regra. Aliás, já está se tornando. Não deveríamos permitir, em nenhuma hipótese e sobre nenhum pretexto que nossa liberdade de expressão seja aviltada. Nosso maior bem é, indiscutivelmente, a nossa liberdade.
Vicente Lino.