Por aqui a gente sempre comenta as diversas leis aprovadas no legislativo, que têm como pressuposto básico, a defesa da classe política. Aprovadas, essas leis tornam cada vez mais difícil a punição. Além de abrandar as penas, a classe política conta com a lentidão da justiça para a prescrição de seus processos. Assim, a coisa não anda e vira e mexe a gente dá de cara com aquele político que a gente imaginava ter se livrado dele pra sempre. Agora, estamos assistindo a mais uma tenebrosa manifestação de políticos que nos ameaçam com sua volta, depois de achincalhar a democracia com seus crimes. Alguns nomes significam grave ameaça a nossa paz, pra dizer o mínimo.
Na mesma toada trilhada por Lula, o maior de todos, estão o ex-senador Delcidio do Amaral, que teve o mandato cassado em 2016 e ainda responde a um processo por corrupção e lavagem de dinheiro na 13ª Vara Federal de Curitiba. Na cola dele, vem o ex-presidente do senado Eunicio de Oliveira, enrolado com a Odebretch. Aí, depois de condenado a mais de 30 anos de prisão e solto porque os processos não transitaram em julgado, Jose Dirceu ameaça voltar como promotor da campanha de seu colega Lula, para as eleições de 2022. Outro ex-senador que quer voltar à ativa, é Romero Juca. O cara é acusado de receber R$ 1,3 milhão, em contratos com a Transpetro.
Tem Mais: Acusado de receber R$2 milhões nas eleições de 2010 e R$ 8 milhões em 2014, o ex-governador Marconi Perillo busca uma vaga na câmara. Eunicio Oliveira estuda disputar cadeira no Congresso, depois de acusado de receber 2 milhões da Odebretch, em inquérito autorizado por Edson Fachin. O perigo continua nos rondando porque o temível Fernando Pimentel, aliado de Dilma Roussef quer voltar ao parlamento, depois de acusado de ter recebido 13.5 milhões de reais, conforme delação de Marcelo Odebretch. Pobres de nós. Sabotados com a benevolência das leis e a leniência da justiça, seremos permanentemente assombrados por essa gente.
Vicente Lino.