27.10.2021 – A IMPRENSA E O BRASIL NO EXTERIOR.
No mês passado, um grupo de 62 deputados do Partido Democrata, nos Estados Unidos, enviou uma carta ao presidente Joe Biden, pedindo que ele tome atitudes para punir e se distanciar do governo brasileiro. A tal carta manifesta profunda preocupação com políticas no Brasil que ameaçam o regime democrático, os direitos humanos, a saúde pública e o meio ambiente. O grupo ainda exige uma revisão urgente das relações EUA-Brasil. À frente dessa coisa toda, estão o líder da iniciativa Henry Johnson, da Geórgia e Alexandra Ocasio-Cortez, estrela da nova geração da esquerda americana. As acusações da esquerda de lá, fazem eco com as mesmas acusações da esquerda no Brasil e, claro, são alimentadas por órgãos da nossa imprensa. Não se viu nenhuma instituição nem publicação brasileira defendendo o país.
Felizmente, o Embaixador do Brasil, Nestor Forster Jr., reagiu. Em carta endereçada ao deputado americano Henry Johnson Jr., ele afirmou que o governo brasileiro nunca adotou medidas antidemocráticas. Na visão do embaixador, a carta dos deputados, não contribui para a relação amistosa entre o Brasil e os Estados Unidos e contém informações equivocadas, distorções e falsidades. Afirma, ainda, que o resultado das eleições brasileiras foi um sinal claro de repúdio à corrupção e apoio à governança democrática e transparente. E assegura que o país hoje usufrui de uma ordem constitucional alicerçada no Estado de Direito, na separação de poderes e no devido processo legal.
Ainda bem: Numa democracia, pode-se ou não gostar do governo, pode-se, também, criticar o chefe do governo, como nunca se viu antes. Faz parte da tentativa de voltar ao poder e, lamentavelmente, os meios nem sempre são os mais elogiáveis. Mas disseminar falsidades contra o Brasil no exterior, torna a nossa velha imprensa ainda mais rasteira.
Vicente Lino.