21.07.2021 – O DESONESTO CUSTO DA DEMOCRACIA.
Aqui neste canto, já falamos sobre a barbárie do tal do Fundão, de 2 bilhões de reais, para as campanhas políticas, e afirmamos a falta de sensibilidade da moçada, ao negar abrir mão da dinheirama, ainda que fosse para salvar vidas, por conta da pandemia da covid-19. Como se sabe, cada segmento da sociedade fez algum sacrifício, houve fechamento de empresas e perda de postos de trabalho, mas suas excelências continuaram quietinhas e não abriram mão de um só centavo na grana exclusiva para catar votos por aí. Depois, lembramos que a coisa está caminhando para o inaceitável, porque a classe está operando para aumentar ainda mais esta calamidade para 6 bilhões de reais.
Ainda que as pessoas continuem morrendo e as necessárias vacinas estejam sendo compradas, com o suado dinheiro dos nossos impostos. Como essa gente não tem limites e não para de piorar, reportagem da Revista Oeste escancara o absurdo, quando afirma que caso o dinheiro do Fundão fosse destinado para o combate da pandemia, o governo federal conseguiria comprar doses suficientes para vacinar 158 milhões de pessoas e ainda sobraria dinheiro para custear quase 200 mil diárias de UTI e ainda sobraria dinheiro para comprar 3 milhões de cilindros de 50 litros de oxigênio. Se questionados, suas excelências dirão que estão dentro da lei.
Claro, as leis são aprovadas na calada da noite, por votação simbólica. Tem mais: O senado aprovou projeto que recria a propaganda no rádio e na TV. Esse desrespeito vai custar outros 228 milhões de reais, nos anos eleitorais e 527 milhões, nos anos sem eleições. O relator da proposta foi o senador Carlos Portinho do PL do Rio. Pelo projeto, as TVs e rádios vão ser remuneradas diretamente pelos partidos, com recursos do Fundo Partidário. E, por isso, o Fundo Partidário será reajustado para bancar o novo gasto. A desfaçatez, a desonestidade e a arrogância vão continuar afirmando que tudo está dentro da lei. Desonestamente afirmarão que é o custo da democracia.
Vicente Lino