12.07.2021 – AINDA OS SUPERSALARIOS.
Por aqui, a gente sempre falou dos privilégios concedidos a alguns com o sacrifício de todos. O Poder Legislativo aprova leis e concede benefícios jamais sonhados pelos pagadores de impostos. Parece que agora alguma coisa pode mudar com a possível votação do Projeto de Lei 6726/16 que tenta colocar um freio nos supersalários do funcionalismo público. Para assuntos assim, a moçada anda muito devagar. Esse projeto foi aprovado no Senado faz mais de cinco anos, mas continua emperrado na Câmara dos Deputados.
Rubens Bueno, autor do projeto, acaba de apresentar proposta para sua tramitação em regime de urgência. A bem da verdade, a grande maioria do funcionalismo público, bem como, a maioria dos trabalhadores da iniciativa privada, recebem baixos salários. Os congressistas deveriam ser obrigados a cumprir com suas obrigações e colocar um ponto final nestas distorções. Levantamento, do IBGE, aponta que são privilegiados com supersalarios, 25 mil servidores, num universo superior a 11 milhões de estatutários. E a tigrada está distribuída nas três esferas de governo (Executivo, Legislativo e Judiciário), nos governos federal, estaduais e municipais. Pra todo lado tem gente furando o teto dos salários, impunemente.
Os parlamentares deveriam saber que, ao acabar com esses absurdos, o Brasil economizaria 2,6 bilhões de reais por ano. De acordo com um levantamento feito pelo Centro de Liderança Pública do IBGE, essa dinheirama toda equivale ao custo de 16 fábricas de vacinas contra a Covid-19 do Instituto Butantan. Pra não varia nada, a pressão maior vem do poder judiciário. Não se sabe porque suas excelências se consideram merecedoras de altíssimos salários. Ora, o salário mínimo chega a pouco mais de R$ 1 mil, o desemprego supera os 13%. Por que uma minoria recebe mais de 40 mil mensais? Essa excrescência fere a Constituição e desrespeita o princípio da justiça social. Ao trabalho Senhores deputados.
Vicente Lino.