23.06.2021 - AS PRIVATIZAÇÕES E OS PARASITAS.
A gente sabe, há muito tempo, que privatizar as empresas estatais no Brasil é tarefa dificílima, quase impossível. Todos sabemos que essas empresas são usadas como moeda de troca dos políticos, desde o descobrimento. A bola da vez é a Eletrobrás. Como se sabe, a maioria das estatais é ineficiente e abriga verdadeiros cabides de emprego, com altos salários. E a Eletrobrás não é nada diferente. Sua estrutura é muito inchada e a empresa apresenta perda de função em algumas áreas. Isso e mais o constante uso político, por lá, provocam uma ineficiência de 4 bilhões por ano na Eletrobrás.
O chefe de análise da gestora 3G, Pedro Batista, afirmou que em 15 anos o custo da empresa acumulou 85 bilhões, o que seria suficiente para manter seis meses de energia de graça para os brasileiros. Agora, quando finalmente chega uma Medida Provisória para a privatização, nossos nobres congressistas avançam sobre o documento e o transformam numa peça de ficção, com enormes prejuízos ao povo. O projeto inicial foi tão desfigurado pelo Congresso, que existem estimativas dando conta de um aumento de mais de R$ 40 bilhões em custos para o setor elétrico.
Daí, é claro, este valor será dividido nas contas de energia dos brasileiros, o que não será nenhuma novidade. É assim: O governo mantém um número de estatais que apresentam prejuízo ano a ano. Estes prejuízos são cobertos com o dinheiro dos nossos impostos. Aí as estatais são entupidas com mais funcionários muito bem remunerados. Os políticos dão a sua colaboração com a indicação dos presidentes, vices, e dezenas de diretorias, com excelentes salários, bônus e uma série de privilégios inexistentes nas empresas privadas. Ainda assim, se as estatais forem privatizadas, talvez nossos bisnetos não sejam chamados a pagar pelos privilégios deste batalhão de parasitas, representado pelos políticos e seus apaniguados.
Vicente Lino