15-06-2021 – ESCOLAS FECHADAS E TRABALHO INFANTIL.
Por aqui já falamos do esforço do movimento Escolas Abertas, para o retorno das aulas presenciais. Em março, foi promovido um debate na Câmara dos Deputados, onde parlamentares e especialistas concordaram que as unidades de ensino devem ser as últimas a fechar e as primeiras a reabrir. A representante da Unicef no Brasil, Florence Bauer, defendeu que as escolas são os lugares mais seguros para as crianças. Segundo ela; os números mostram que as crianças são menos afetadas pelo vírus, transmitem menos e as escolas são vistas como os locais mais seguros. Além do que, há evidências comprovando que não tem aumento da transmissão de alunos para alunos e nem dos alunos para os adultos.
E, também, não há correlação entre a abertura das escolas e o aumento das infecções dentro da comunidade. Agora, a OIT e a UNICEF acabam de soltar um alarme que aumenta, ainda mais, a preocupação com nossas crianças. Essas organizações afirmam que, as escolas fechadas podem dificultar, ainda mais, a erradicação do trabalho infantil na América Latina e no Caribe. O diretor regional da OIT para a América Latina e o Caribe, Vinicius Pinheiro, afirmou que a perda de empregos, o aumento da pobreza e o fechamento das escolas, podem aumentar a proliferação do trabalho infantil. Cerca de 8,2 milhões de crianças entre cinco e 17 anos de idade, já trabalham Com a pandemia e as escolas fechadas, a região ficou ainda mais longe de erradicar o trabalho infantil.
E isso neutraliza os esforços da região, para atingir o objetivo de eliminar o trabalho infantil até 2025. O relatório mostra que mais de 50% das crianças estão engajadas em trabalhos perigosos, o que prejudica sua saúde, educação e bem-estar. É onde estamos; escolas fechadas, famílias confinadas e empobrecendo, crianças abandonando a escola e entrando no trabalho infantil. Sem presente e sem futuro.
Vicente Lino.