Não faz muito tempo, já durante a pandemia, não se podia falar sobre a origem da covid-19, e muito menos responsabilizar a China pelo desastre. O mundo inteiro tomou conhecimento da doença, somente mais de um mês, após a descoberta do vírus no laboratório de Wuhan. Ainda assim, por aqui era proibido falar disso, porque, segundo a moçada, a China era o nosso maior parceiro comercial. Como se isso pudesse isentar o parceiro da responsabilidade por uma doença que continua afetando toda a humanidade, com prejuízos materiais incalculáveis e milhões de vidas irreparavelmente perdidas. Finalmente, a coisa começa mudar.
Agora, União Europeia se junta aos EUA para pedir nova investigação sobre origem da Covid, após emergirem novas suspeitas sobre onde o surto começou. O Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou apoiar todos os esforços para alcançar a transparência e conhecer a verdade sobre a origem da Covid-19, para garantir que isso não volte a acontecer. O Presidente dos Estados Unidos Joe Biden quer que as agências de inteligência apresentem um relatório sobre o tema em 90 dias. Por outro lado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, criticou a ação de Biden como uma tentativa de se envolver em "estigmatização, manipulação política e transferência de culpa.
Enquanto o mundo quer a verdade, por aqui, temos uma tal Frente Parlamentar Brasil-China, presidida pelo deputado Fausto Pinato (PP-SP). São 270 deputados e senadores a nos calar afirmando que essa verdade poderia dificultar a relação com o maior parceiro comercial do Brasil e, ainda ameaçar a importação de insumos para vacinas. O palavrório é mais uma ameaça de chantagem misturada a uma odiosa subserviência aos interesses da China. As vidas perdidas ficam para brasileiros e para todo o mundo.
Vicente Lino.