31.05.2021 - VENDA DE EMPRESAS PÚBLICAS.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, acaba de dar ótima notícia ao Brasil que trabalha. É sobre um projeto que tem foco na parcela menos favorecida da população e traz alguma racionalidade ao setor público. A questão é que medidas assim, têm pouquíssimas possibilidades de serem aprovadas no congresso. O ministro avalia abastecer programas sociais com privatizações e quer estimular o Congresso Nacional a aprovar a venda de empresas públicas. A ideia favoreceria a parcela menos favorecida dos brasileiros, porque 20% dos recursos obtidos com a venda das empresas públicas seriam direcionados para programas sociais e os outros 80% seriam usados para redução da dívida pública.
É mais uma tentativa para convencer nossos bravos congressistas que sempre resistem ao repasse de companhias do Estado à iniciativa privada. Exceto os privilegiados de sempre, todos concordamos que o Estado brasileiro é obeso, ineficiente e gastador. Falta o Congresso concordar, o que não se conseguiu, até agora. Vale lembrar o saudoso ministro Roberto Campos, quando afirmava que no Brasil, empresa privada é aquela que é controlada pelo governo, e empresa pública é aquela que ninguém controla. Basta acompanhar o noticiário pra gente saber que empresas estatais representam uma porta permanentemente aberta para políticos indicarem protegidos para ocuparem cargos em sua direção. A gente nunca sabe exatamente quantas são, mas alguns levantamentos apontam para, nada menos que, 146 empresas estatais no âmbito federal.
Tristemente dependemos do Congresso, para aprovar a venda das empresas públicas. Nossos parlamentares deveriam saber que o governo brasileiro gasta cerca de R$ 20 bilhões por ano para manter as empresas estatais que não geram lucro. Nada mais racional e coerente do que a venda dessas empresas. Por outro lado, nossos políticos querem o Estado cada vez mais inchado o que aumenta a quantidade de apadrinhados e tem como resultado a conhecida ineficiencia que todos conhecemos.
Vicente Lino.