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Coluna/Opinião

A DOENÇA QUE MAIS MATA NO BRASIL - Fernão Lara

Data: Terça-feira, 13/04/2021 12:57

Os Estados Unidos estão aplicando 3,2 milhões de doses de vacina por dia. Já vacinaram 36% de sua população. Estão usando as vacinas da Pfizer, da Biontech, da Moderna e da Johnson e Johnson, as que tiveram sua performance testada e medida entre as mais altas do mundo. O governo federal já distribui para estados e municípios 237,8 milhões de doses e Joe Biden espera comemorar 100 dias de governo com 200 milhões de americanos vacinados, o que deve ser alcançado graças aos investimento maciços que, desde o governo Trump, foram feitos em todas as empresas capazes de produzir uma vacina do país. 

Mesmo assim, na medição de ontem, 12 de abril, houve um crescimento de 6% no numero de infectados comparativamente à mínima já alcançada (com +10% de internações hospitalares e -27% em mortes), em mais uma prova do pouco que ainda se sabe sobe esse vírus e as doenças que ele provoca.

Os especialistas americanos acreditam que somente quando entre 70 e 90% da população estiver vacinada se produzirá o efeito de "proteção de rebanho” capaz de efetivamente deter a pandemia. Por isso a discussão do momento lá é se o país deve ou não aplicar a 2a dose de vacina em quem já recebeu a 1a ou multiplicar por dois a velocidade de aplicação da 1a no maior número de pessoas possível. Isso porque nem Moderna nem Pfizer, nem qualquer outra de que se tenha registro, dada a pressa envolvida, lembra o NY Times de hoje, fizeram testes conclusivos sobre o prazo ideal de distanciamento entre a 1a e a 2a doses de modo que ninguém sabe se estender por mais três ou quatro semanas esse prazo aumentará ou diminuirá a eficácia das vacinas.

 Ha discussões e performances semelhantes da vacinação no mundo inteiro. Da Alemanha a pequenos países da Oceania, todos eles sofrendo ondas sucessivas de recrudescimento da pandemia com ou sem lockdowns, mesmo entre os mais avançados na vacinação, ninguém ainda tem certeza de nada a respeito desta pandemia, a não ser a de que, em algum grau, a vacinação em massa reduz o problema podendo portanto, potencialmente, vir a debelá-lo lá na frente.

Mas no Brasil, onde ainda não chegamos a 12% da população vacinada com a 1a dose da vacina de pior performance medida entre toda as testadas no mundo, com chorados 50,7% supostamente obtidos em testes que continuam sem ser publicados, só ha "certezas absolutas" e a única discussão do momento é o último lance da guerra pelo poder decretado pelos comedores de lagostas com vinhos tetracampeões do STF: uma CPI capaz de conflagrar todos os governos municipais, estaduais e federal, para que, definitivamente, vá tudo pro inferno.

Donde se vê que a doença menos letal afetando o país é a provocada pelo Covid-19 e a que mais mata continua sendo a mesma de sempre: o nojo que é a política quando ela vira exclusivamente uma disputa entre privilegiados para ver quem vai conquistar a prerrogativa de explorar 211 milhões de quase escravos institucionalmente mudos e impotentes pelos próximos quatro anos.

Vicente Lino.

A DOENÇA QUE MAIS MATA NO BRASIL - Fernão Lara