12.04.2021 - O FERIADÃO DA INCOMPETÊNCIA.
A gente já falou muito aqui sobre a gestão nada eficiente da covid-19. Nada funcionou a contento desde quando o vírus aportou por aqui. O carnaval foi festejado quando a doença já bailava junto aos foliões. Agora, a última ideia das autoridades foi esticar o feriadão na expectativa de que essa bizarrice fosse capaz de diminuir o contágio. De onde essa gente tirou essa ideia? De algum estudo científico? Alguma pesquisa junto à grupos da população? Ou puro achismo, como tem sido, aliás, a condução da crise desde o início.
A coisa é tão controversa e desinteligente que as academias estão abertas e as praias fechadas, com camburões circulando e soldados armados. Estas são as medidas sanitárias adotadas por governadores e prefeitos das cidades litorâneas, Brasil afora. Serve para exibirem fotos das praias vazias e depois dizerem que estão cuidando das pessoas. Na verdade cuidam das próximas campanhas eleitorais. Constatou-se, agora, que o feriadão não diminuiu aglomerações e, em alguns casos, até aumentou. Outro lado que autoridades, parte da imprensa e da população insistem não ver, são os tristes relatos de cidadãos que começam a enfrentar fome severa.
O “fique em casa” com tábuas de queijos e vinhos não é o mesmo do barraco, com a geladeira vazia e crianças chorando de fome. Com raras exceções, entregamos a responsabilidade e até mesmo nossas vidas, para o segmento mais incompetente e corrupto da sociedade. A classe política, agora, decidiu que a culpa é da população um ano depois de todo mundo trancado. No início erraram, no meio desviaram os recursos. Agora pedem mais recursos e insistem nos mesmos erros. Por isso mesmo, não tem como dar certo. Não com essa gente.
Vicente Lino.