A CLASSE POLÍTICA SÓ PRODUZ DESPESA.18.03.2021
Como se sabe, o Senado já votou o novo auxilio emergencial que agora aguarda a aprovação da câmara dos deputados. O que parece estar pegando é o limite de 44 bilhões proposto pela equipe econômica do governo. Enquanto a câmara dos deputados não resolve a questão, vale lembrar algumas iniciativas que propunham algum esforço da classe política, para o combate à pandemia. Lá atrás, no início da crise foram feitas diversas promessas, para a retirada de recursos da classe política e transferência destas verbas para a rede pública de saúde. Uma penca destas promessas se repetiram mas não avançaram no Congresso.
Era a tal conversa mole de “cortar na carne”. Enquanto isto, as promessas se acumulavam nas gavetas virtuais. A moçada foi só enfileirando projetos falaram em repasse dos recursos do Fundo Eleitoral para o Sistema Único de Saúde (SUS); a autorização para que partidos pudessem doar as verbas do fundo partidário, o corte de salários de deputados federais e senadores, além da diminuição dos vencimentos dos servidores do Congresso Nacional. Continua tudo para por lá e ninguém quer mexer nas gordas verbas, nas mordomias e nos absurdos privilégios. Já estão acostumados. O ex-presidente da câmara, Rodrigo Maia engavetou tudo e ainda disse não achar justo que a cobrança ficasse exclusivamente sobre os membros do Legislativo ou sobre a classe política. De fato, a cobrança ficou para o povo. O setor produtivo perdeu milhares de postos de trabalho, lida com um ineficaz lockdown e viu cessar o seu direito de ir e vir.
Como todo o dinheiro, para manter as nababescas mordomias e salários dos nossos políticos, é proveniente dos impostos que pagamos, a gente pode afirmar, sem receio: A classe política, como sempre, só produz despesa.
Vicente Lino.