A coreografia exibida pela TV ,para anular as sentenças de Sergio Moro, mostra a desenvoltura com que juízes do STF agem para desfazer as decisões, da operação Lava Jato, que levou à prisão a maior quadrilha que já atuou no Brasil. A coisa estava plantada dentro do Palácio do Planalto e, de lá se irradiava para o resto do país. Não se tem notícia de assalto tão avassalador aos recursos de nenhuma outra nação do mundo. A operação, até janeiro de 2020, tinha recuperado 4 bilhões para o país. Não se sabe ainda, se a decisão do ministro, fará com que a governo devolva o dinheiro aos ladrões. O Ministro Fachin decidiu que Curitiba não era o foro competente, para 4 ações contra Lula.
Como se sabe, as sentenças do, então Juiz Sergio Moro, foram confirmadas pelo TRF-4 e pelo Superior Tribunal de Justiça. Nesta toada estavam todos muito errados. Certo está, o ministro Edson Fachin. Testemunhas ouvidas relataram, em detalhes, onde o governo foi roubado, quem roubou e vários deles, após acordo com a justiça, devolveram o dinheiro ou parte do dinheiro roubado. Tudo isto agora poderá ser desfeito, num esforço gigantesco para acabar com a operação Lava Jato. Isso começou, lá atrás, quando o Ministro Gilmar Mendes mudou o voto que havia dado, a favor da prisão após sentença em segunda instância.
Apenas três anos antes, essa era uma questão pacificada no STF, inclusive com o voto do próprio Ministro. É asqueroso, mas deve-se lembrar que toda essa pantomima vem ao ar por conta daquelas mensagens criminosamente roubadas e transformadas na base para toda essa encenação. Agora que Edson Fachin afirma que as decisões não valeram nada, a tigrada que foi presa pode pedir indenização? O dinheiro será devolvido aos ladrões? As colaborações premiadas eram mentira? Bem: A depender do resultado, a decência pode não ter perdido a guerra, mas acaba de perder mais uma batalha.
Vicente Lino.