O episódio mais recente em que o congresso tenta passar um projeto de lei que dificulta a prisão de senadores e deputados, não é nada mais do que a sequência de um grande e organizado movimento que tem como objetivo, manter e ampliar os privilégios de alguns grupos que sempre estiveram aferrados ao poder. Essa gente pertence a um passado que parasita o Estado. Agora, traz este passado para o presente com nefastas consequências São maquinações sempre ampliadas para o pior. Pior para o povo pagador de impostos, claro.
O que se observa nos dias de hoje é a tentativa de legalizar a corrupção, por meio do aparelhamento da maior parte possível dos órgãos de controle e do próprio judiciário. Havia alguma esperança lá atrás, quando as operações do mensalão e da Lava Jato abriram um ciclo de vitórias contra a corrupção. Leis foram criadas para enfrentar os assaltantes e pudemos assistir uma melhora institucional para punir gente acostumada a viver na impunidade. Depois houve o aumento das penas e definiu-se o que era, de fato, uma organização criminosa.
Foi aí que a colaboração premiada levou para a prisão alguns peixes gordos. Por isso mesmo, a moçada está reagindo e o retrocesso é visível. Depois da suspensão da prisão, após condenação em segunda instância, agora temos a PEC da impunidade, a derrubada da quebra de sigilo de uma penca de políticos, inclusive do senador Flavio Bolsonaro, a revisão da Lei de Improbidade, o desmonte da Lava Jato e o controle de partes do judiciário.
Falta espaço para falar de tudo o que a moçada anda arquitetando para atrasar o Brasil. Os parasitas de sempre se uniram ao atual governo, para operar um tsunami com o objetivo de legalizar a corrupção, com a qual um dia a gente sonhou acabar. E ainda somos obrigados a ficar calados.
Vicente Lino.