Acho que vale comemorar os resultados das eleições no Senado e na Câmara dos Deputados. Afinal, ficamos livres de Rodrigo Maia, que muito se esforçou e, com algum sucesso, conseguiu travar o país. Mas, como nem tudo é alegria, o Procurador Geral da República, Augusto Aras, resolveu nos surpreender e decretou o fim da Operação Lava Jato. Não é pouca coisa. O homem acabou com a maior e mais bem sucedida operação de combate à corrupção no Brasil. O PT, do Lula, montou uma criminosa estrutura, com a participação de outros partidos e de empreiteiras para sangrar estatais e alimentar um projeto antidemocrático de poder.
Depois de 278 condenações, a justiça cuidou de acordos de colaboração e de leniência, que resultaram em compromissos para a devolução de R$ 15 bilhões, dos quais R$ 4,3 bilhões já retornaram aos cofres. Como tudo mundo sabe, antes de chegar à Procuradoria Geral da República, Aras já era crítico da Lava Jato e daí em diante, as críticas só aumentaram. Depois, prorrogou a força-tarefa por apenas 4 meses quando o costumeiro seria um ano. Agora, o chefe dos investigadores proibiu investigar.
O Congresso colaborou com o desastre. Suas excelências transfiguraram o pacote anticrime e querem reduzir as penas dos criminosos de colarinho branco. É onde estamos. De novo, os poderes judiciário e legislativo se unem contra o Brasil decente a favor da impunidade.
Vicente Lino