O jornalista Jose Roberto Guzzo, observa o que ocorre aqui, com a crise da covid-19 e compara com outros países, para jogar luz sobre o alarmante noticiário que nos cerca. Estamos em 26º. lugar entre os países com o maior número de mortes por 1 milhão de habitantes. Não estamos falando em fecharmos os olhos para nossos erros, para a triste politização da doença e, muito menos, para os milionários desvios de verbas. E, claro que temos de lamentar por de mais de 200 mil vidas perdidas e a dor causada em parentes e amigos. Mas, os dados indicam que temos lidado com a pandemia de maneira mais eficiente do que alguns países entre os mais bem sucedidos do planeta, como potência econômica, competência administrativa dos governos e bem estar social.
Quando se observa o número de mortos por milhão de habitantes, estão piores que o Brasil, por exemplo, a Itália, Inglaterra, Espanha, França, Suécia, Suíça e Portugal. Vamos lá: Se esses países apresentam números piores que os nossos então é preciso pensar na situação toda com um pouco mais calma, diferente do alarmante noticiário que nos assalta dia e noite em todas as emissoras. Ora, o país mais poderoso do mundo, os Estados Unidos, ocupam, proporcionalmente, o quarto lugar na lista. Na américa Latina, os dois principais países, México e Argentina estão piores que o Brasil. São os fatos e vale repetir; em número de mortos da covid, por milhão de habitantes, estamos melhores que os Estados Unidos e os países da Europa que têm reputação de oferecerem os melhores serviços de saúde pública do mundo e são citados todos os dias, como exemplos de sucesso social.
Um dia a gente ainda vai saber porque a imprensa destes países, não desejam a morte de suas autoridades e nem as chamam de genocidas. Talvez as críticas, por aqui, careçam de investigação e checagem das fontes. Como se sabe, a força de uma publicação exige profissionalismo, talento e, sobretudo, ética.
Vicente Lino.