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Coluna/Opinião

ESPETÁCULOS CIRCENSES - Vicente Lino

Data: Quarta-feira, 20/01/2021 17:30

Depois de quase um ano, da pandemia com mais de oito milhões de casos e mais de 210 mil mortes, finalmente os brasileiros começaram a ser vacinados. O que deveria ser celebrado com alívio e esperança de melhores dias, no futuro próximo, foi transformado num patético espetáculo de marketing, com os oportunistas de sempre encenando os piores papeis. Não faltou a discurseira de sempre, em quase todo o Brasil. Nessa briga toda cada lado tenta convencer o distinto público da sua importância para salvar as vidas dos brasileiros, aliás, dos eleitores, com os olhos arregalados em 2022.

Foi o que se viu, embora ainda esteja longe pra saber o efeito que essas encenações terão nas próximas eleições. Pra variar, já começam a assuntar sobre o que o povo está achando disso tudo, e a gente já começa a ouvir falar, até em pesquisas avaliando o trabalho da moçada. “Ganha a eleição quem der ao eleitorado a impressão de que vacinou mais que o outro, ou que a sua vacina “pegou mais” que a do inimigo, e outros despropósitos da mesma ordem”, afirmou o excelente jornalista Jose Roberto Guzzo, com quem concordamos, claro.

Do lado de cá, a gente continua esperando um debate que seja capaz de discutir as questões urgentes e necessárias para, de fato, resolver os seríssimos problemas que temos pela frente. Isso, sim, poderá ser capaz de encaminhar votos aos melhores debatedores. O início da vacinação deveria abrir o caminho para, além da esperança, trazer o bom senso, encaminhar a ponderação e promover a união das autoridades, independentemente de coloração partidária. Enganam-se os atores, com encenações mambembes, na pretensão de que o público aplaudirá ao final deste grotesco espetáculo. Felizmente, graças ao amadurecimento político do eleitor e ás múltiplas e quase infinitas interações pelas redes sociais, ficou mais fácil separar a realidade da ficção, a verdade do fingimento e a seriedade da vigarice.

Vicente Lino.

ESPETÁCULOS CIRCENSES - Vicente Lino