Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!
Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!

Coluna/Opinião

A FRANÇA E A SOJA BRASILEIRA - Vicente Lino.

Data: Sexta-feira, 15/01/2021 12:15

O Presidente Francês, Emmanuel Macron, voltou a deitar falação sobre o Brasil e, em especial, sobre a Amazônia. Lá na cabeça dele, ao comprar a nossa soja, a França estaria compactuando com o suposto desmatamento no Brasil. Assim, a sacada seria produzir soja lá mesmo por fidelidade às suas ambições ecológicas, seja lá o que isso queira dizer. De acordo com o pesquisador da Embrapa, Evaristo de Miranda, onde fui me informar para essa nossa conversa, a França importa mais ou menos 5 milhões de toneladas, do total dos 13 milhões de soja que a União Europeia nos compra.

O presidente Francês não sabe, mas, o pesquisador brasileiro,  afirma que somente 10% da soja brasileira é produzida no bioma Amazônia e essa área está desvinculada do desmatamento desde 2008. Incomoda saber o quanto essas bravatas são aceitas por grande parte da classe política e da nossa chamada grande imprensa.  A agricultura brasileira “Não cresce porque destrói a mata. Cresce por causa da tecnologia, do maquinário de ponta. Cresce pela competência de quem trabalha nela”, como afirmou J.R. Guzzo, em artigo para o Instituto CNA.

Tem mais: Nossos produtores conservam áreas de vegetação nativa que equivalem a 20% da superfície total do Brasil, conforme dados da Embrapa. Algumas questões precisam ser resolvidas por lá, antes de o Presidente Francês subir no caixote. Pesquisas indicam que: a produção de soja na França, corresponde somente a 5% de sua demanda. Tem que importar. O cultivo irrigado por lá é muito caro, a produtividade é baixa e a França produz soja somente em 40.000 hectares. Assim, seria necessário plantar soja em mais de 2 milhões de hectares de terra, que por lá não existem. São algumas questões que o Presidente Francês, precisa resolver lá, antes de fazer populismo barato sobre o Brasil.

Vicente Lino.

A FRANÇA E A SOJA BRASILEIRA - Vicente Lino.