Não faz muito tempo, as campanhas eleitorais eram financiadas por empresas particulares e todo mundo já sabe onde a coisa foi parar. Os financiamentos geravam retorno em obras superfaturadas fazendo a alegria das empresas e dos políticos. Corruptores e corruptos estavam sempre nos mesmos bailes dançando as mesmas valsas. Eram aqueles momentos em que a seriedade e os princípios davam lugar à desídia e ao escárnio. As páginas policiais e as cadeias guardam alguns exemplos. Com a proibição do financiamento privado, suas excelências arranjaram tempo e disposição para criar o Fundo Eleitoral; coisa de 2 bilhões de reais, para bancar as eleições.
Essa grana toda foi somada ao Fundo Partidário, de mais meio bilhão, aprovado, em 1995. Agora ficamos sabendo que onde sobra dinheiro falta prestação de conta. Reportagem do jornal Gazeta do Povo, informa que dos 33 partidos no país, 26 não prestaram contas do fundo partidário, nos estados. Há aberrações como o caso do PRTB que não presta contas há 10 anos. No ano passado o TSE emitiu alerta cobrando providências. A Reforma Eleitoral de 2015, obriga a que os partidos prestem contas com o prazo final até o dia 15 de dezembro, nunca obedecido, somo se vê.
É muito dinheiro. Nas últimas eleições, três legendas receberam 285 milhões. O critério para a distribuição de toda essa dinheirama coube aos seus respectivos caciques. Ciro Nogueira, do Progressistas, Luciano Bivar, do PSL e Paulinho da Força do Solidariedade. Como são 33 partidos, a coisa toda alcança aqueles dois bilhões e meio que a gente já conhece. Quando for divulgada a devida prestação de contas, a gente vai ficar sabendo o que foi feito, desta parcela dos impostos que todos pagamos. Pelo menos é o que se espera.
Vicente Lino.