A Unicef- Fundo das Nações Unidas para a Infância, encaminhou carta aos prefeitos eleitos em todo o Brasil, pedindo prioridade absoluta para a educação e a reabertura segura das escolas. A carta pode ser lida no jornal GAZETA DO POVO e chama atenção para alguns pontos preocupantes para os pais e as autoridades. Quem conhece a realidade brasileira sabe da dificuldade financeira enfrentada pela maioria dos nossos alunos da rede pública, para a compra dos computadores, além da dificuldade de internet, em várias localidades deste imenso país.
Nestes casos, o atendimento só poderia ser presencial. Em seguida, o órgão da ONU fala dos prejuízos para a aprendizagem, lembra dos riscos para a saúde mental das crianças, causados pelo isolamento social e, também, de um considerável aumento na evasão escolar. Estes motivos agravam, ainda mais, as desigualdades sociais com consequências negativas para toda uma geração. A escola é, também, um espaço ideal para a interação social e um abrigo contra a violência das ruas.
É preciso união entre os pais, os gestores e as autoridades, em busca de entendimento que leve em conta a observância aos mais rigorosos protocolos de segurança, respeitando, claro a realidade de cada local. É impossível não concordar com a Unicef quando aquele órgão afirma a necessidade de as escolas estarem abertas, ainda no início deste ano escolar. Elas deveriam ser as últimas a fechar e as primeiras a reabrir em qualquer crise humanitária. Depois disso, vale o esforço para trazer de volta as crianças que abandonaram os estudos durante a pandemia. Os resultados dos nossos estudantes, nos exames internacionais, pelo mundo afora, nos obriga a um esforço muito maior.
Vicente Lino.