O ex-Secretário da Desestatização Salim Mattar, concedeu ótima entrevista ao programa “Direto ao Ponto”, comandado pelo excelente jornalista Augusto Nunes. Está disponível na internet e vale conferir. Dá ficar sabendo o quanto somos desrespeitados, por aqueles em quem votamos. Logo de cara ele fala que se encantou com o convite, para o governo, porque havia a promessa de privatizar tudo, tudo mesmo. Estariam no pacote, a Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, bancos estaduais e todas as empresas do governo federal e dos governos estaduais.
Aí, no primeiro contato com a realidade no congresso, nas entidades civis e até dentro do próprio governo, o ex-secretário percebeu que as dificuldades seriam muito maiores do que o imaginado. Ele afirmou o seguinte: “Quando fui convidado, para ser o Secretario de Desestatização era para vender estatais. Guedes me disse que havia 134 estatais, mas eu, com bom mineiro e desconfiado, resolvi fazer um levantamento e descobri que existem 698 empresas, entre estatais de controle direto, suas subsidiárias e coligadas.”
Como se nota, a coisa é de tamanho surrealismo que, mesmo dentro do governo, não se sabe a quantidade de estatais que, nós somos obrigados a sustentar. E é assim, porque nossos políticos se utilizam do inchaço do Estado para se manter no poder. Salim Mattar, afirma o que a gente já sabe. “As pessoas que estão no governo precisam saber que a desigualdade é proveniente de um Estado burocrático e oneroso ao cidadão pagador de imposto. Quando tiverem ciência disso, iniciarão um processo de diminuição do tamanho do Estado”
É quase inglória, a tarefa de diminuir o Estado, em benefício da maioria da população. Força e coragem às pessoas que se dedicam à este trabalho. Há uma minoria bem estabelecida no poder operando para defesa de seus infindáveis interesses e intoleráveis privilégios.
Vicente Lino.