Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!
Metrô FM Juína 87.9 - Tá na Metrô, Tá Bom de Mais!

Coluna/Opinião

AINDA AS ESTATAIS QUE CARREGAMOS.- Vicente Lino.

Data: Quarta-feira, 06/01/2021 08:22

Por aqui, já falamos, mais de uma vez sobre a necessidade das privatizações e o quanto nos custam as empresas estatais. A questão que pega é que precisamos do Congresso, para atender à essa espinhosa questão e é justamente naquelas casas que estão os principais interessados nas empresas estatais. O interesse daquela gente, como se sabe, é manter as coisas exatamente como estão. A exemplo do Governo Federal, as empresas dos Estados operam rigorosamente na mesma picada.

Ao todo, são 258 empresas estaduais que custam dezesseis bilhões e cem milhões por ano. Reportagem da Gazeta do Povo, nos informa o seguinte: “Além de onerar os cofres públicos, quase a metade das 258 estatais estaduais (43,4%) teve prejuízo. Em valores nominais, as estatais do setor de transporte tiveram o pior resultado, acumulando prejuízo de R$ 1,5 bilhão. Em seguida, aparecem as estatais de pesquisa, com prejuízo de cerca de R$ 200 milhões, e de habitação, com perdas estimadas em R$ 116 milhões”

Claro que por mais que essas catástrofes se repitam – e elas se repetem -, não há deputado ou senador que pense em propor medidas contra esse estado de coisas. No Governo Federal, mesmo com o já reconhecido sucesso das privatizações em empresas de telefonia, siderurgia e mineração a tigrada continua resistente à novos avanços nesta área. Nas Assembleias Legislativas isto é assunto mais que proibido, na medida em que o loteamento das empresas estaduais com cargos e privilégios para políticos e seus apadrinhados é a moeda de troca para apoios e conchavos impublicáveis.

Então ficamos assim, as empresas privadas enfrentam a crise, demitindo ou declarando falência e levando milhões de brasileiros ao desemprego. As estatais são vilipendiadas com o dinheiro dos nossos impostos e nossa classe política insiste em manter tudo rigorosamente como está.

Vicente Lino.

AINDA AS ESTATAIS QUE CARREGAMOS.- Vicente Lino.