Neste início de 2021, já sabemos que STF impediu a reeleição dos presidentes do senado e da câmara, apesar de cinco de seus ministros terem, mais uma vez, atentado contra a nossa Constituição. Agora, começam as negociações para a escolha dos substitutos. São aqueles momentos em que o bom senso, a virtude e a seriedade saem e dão lugar à esperteza vil, à iniquidade malandra e à ignomínia irresponsável e aí, vale tudo. Vale o loteamento das empresas estatais, as ameaças para atrasar ou impedir as votações que poderiam melhorar as condições de governabilidade.
Vale, também, a promessa de votar contra projetos do governo, mesmo que signifiquem avanços, na economia, na geração de empregos. E o pior, vale o compromisso de apoio aos projetos que se traduzam em mais privilégios para políticos, parentes e empresas companheiras. Nesses encontros pelos cantos daqueles espaços, a única coisa que não se percebe é um verdadeiro pacto para um amplo entendimento que seja convergente com as necessidades e os desejos da maioria dos brasileiros. Um pacto que a sociedade faz por merecer, permeia as importantes reformas que estão paradas por lá, As PEC’S do pacto federativo e dos fundos públicos, por exemplo.
Além das reformas administrativa e tributária, a privatização da Eletrobrás e a criação dos marcos do setor elétrico e das ferrovias. Sem falar na prisão em segunda instância e o fim do foro privilegiado. São todas questões muito importantes e, estas sim, deveriam estar na pauta das negociações, para aprovação dos nomes dos novos presidentes daquelas casas. Mas, infelizmente não é assim. Rodrigo Maia está tentando formar um grande bloco, de oposição ao governo e conta com o apoio dos partidos de esquerda, inclusive do PT, que pede em troca do apoio, simplesmente o impeachment do Presidente, como se isso resolvesse os enormes problemas que a sociedade precisa enfrentar.
E as dificuldades são aumentadas justamente por essas irresponsáveis maquinações dos nossos homens públicos.
Vicente Lino.