No último final de semana tivemos, em Manaus, o povo nas ruas contra o fechamento do comercio e do principal terminal de ônibus da capital. A coisa não desandou de vez, mas mostrou a indignação da população com essas medidas. As lojas permaneceram abertas e, no outro dia, o Governador Wilson Dias, publicou outro decreto com medidas menos restritivas. Há alguns dias, tivemos a mesma ocorrência, no Balneário de Búzios, com forte reação a uma ordem da da justiça. A coisa chegou ao ponto de os turistas serem obrigados obrigados a fazer as malas, apressadamente com hora para abandonar os hotéis.
Felizmente a ordem foi suspensa pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Na segunda-feira, dia 28, estavam em revolta, as cidades de Juiz de Fora, em Minas Gerais e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Até onde a vista alcança, a população perdeu a confiança nessas medidas, consideradas sem critério. Afinal, os governantes e a justiça não apresentaram uma única comprovação científica para o trancamento das cidades. Aí, aumenta a desconfiança que se junta à necessidade do trabalho para fazer face às inadiáveis despesas do dia a dia. Será cada vez mais difícil parar a população, que perdeu a confiança nessas medidas.
O mesmo ocorre com o fechamento das escolas. Até agora, a ciência só divulgou que as crianças quase não são infectadas e, muito menos, transmitem o vírus, o que nos leva a concluir que as escolas, também, estão fechadas, sem nenhum critério, mesmo com boa parte dos pais pedindo a volta às aulas. No Dia 13, professores, ativistas da educação e responsáveis protestaram em Copacabana pela volta às aulas. Pesquisas indicam que 38% das crianças devem abandonar definitivamente a escola. Vale repetir: Nossas autoridades lidam muito mal com essa pandemia.
Vicente Lino.