Como todo mundo sabe, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não poderá concorrer à reeleição, apesar das trapalhadas de Gilmar Mendes e seus seguidores no STF, que insistiram em desrespeitar, sem sucesso, a Constituição. Ainda bem. Dentre várias pautas importantes, que Rodrigo Maia, nunca deixou andar, ficou a votação da PEC para analisar a prisão após condenação em segunda instância. Como se sabe, em 2016, O STF decidiu que condenados em segunda instância, imediatamente começavam a cumprir suas penas na prisão. Depois, ao analisar o mérito, em 2019, o STF voltou atrás e decidiu que os réus só podem ser presos após o trânsito em julgado, o que, cá entre nós, fica para a eternidade com a prescrição dos processos.
Só pra lembrar, lá em 2016, Gilmar Mendes proferiu vigoroso voto a favor da prisão, em segunda instância. Depois, em 2019, proferiu outro voto ainda mais vigoroso, voltando atrás em seu antigo voto. A sociedade conta agora, com a boa vontade do Congresso, porque somente a votação de uma PEC, pode alterar a lei e botar na cadeia, os criminosos de colarinho branco de sempre. Ocorre que Rodrigo Maia quer fazer o sucessor e pra isso, precisa dos os votos dos partidos de esquerda. Logos eles que têm muitos de seus membros enrolados na Lava Jato.
O PT e o PSOL, por exemplo não querem nem ouvir falar no assunto. Então ficamos assim: Rodrigo Maia tem que agradar aos partidos que não apoiam a prisão em segunda instância e, até onde a vista alcança, os outros nomes que aparecem como candidatos, também, não trazem nenhuma esperança de que colocarão a questão em pauta. Pelo visto, teremos então, mais do mesmo, com esse importante assunto dormindo nas gavetas do Congresso, enquanto os criminosos continuarão festejando a impunidade.
Vicente Lino.