Aqui neste canto, temos repetido nosso otimismo, em relação à recuperação da economia, mesmo considerando o enorme baque causado, principalmente, pela crise da pandemia. Vale ressaltar que os erros cometidos no passado recente, impactam de forma muito negativa os resultados colhidos agora. Além do que, há medidas que já poderiam ter sido tomadas e, por conta da enorme burocracia e da lentidão do governo e do congresso, estão paradas. Não tem muito tempo, o governo Dilma mostrou decisão errada ao intervir no mercado de forma precipitada e confusa. Recusou o necessário reajuste nos preços dos derivados de petróleo, só pra fazer a pequena política, e dilapidou as finanças da Petrobrás. Depois, obrigou a Eletrobrás a manter baixo o preço da energia o que quase levou à bancarrota todo o setor elétrico.
Hoje, sem recursos para investir o governo acena com a privatização, mas é barrado pelos eternos lobbys no Congresso, o que tem como consequência nosso fraco desempenho e incapacidade de promover e sustentar o crescimento. Recentemente o STF decidiu pela privatização das subsidiárias das empresas estatais, sem necessidade de aprovação no Congresso. Foram listadas 88 subsidiárias e nenhuma foi privatizada. Seguirão sugando o dinheiro retirado dos nossos impostos. Este ano, aporte de recursos para manter as estatais que não geram receitas suficientes para suas despesas foi de 21,6 bilhões de reais. Este emaranhado de problemas torna mais difícil a recuperação da economia.
O absurdo que se gasta com a manutenção destes mamutes, seria melhor aplicado na saúde, na educação e, mais urgentemente na recuperação dos empregos. Talvez o governo se preocupe menos com o desemprego dos nossos jovens, porque lá no governo, não tem desemprego. Aliás, sobra gente ganhando pra não fazer nada.
Vicente Lino.