Já falamos por aqui, Há algum tempo, sobre o quanto estamos lidando mal com a pandemia. Falamos do recorrente desencontro entre os diversos níveis do governo, da enorme corrupção descoberta em vários estados e, agora, do embate entre os órgãos, como Anvisa, Fiocruz, Butantã e por aí vai, além, claro da intromissão do judiciário com a doença, por conta daqueles partidos que, sem representação suficiente no congresso, levam tudo para a justiça resolver. Pena, porque foram eleitos para solucionar os impasses da política e não transformar questões políticas em questões judiciais. Claro, que parte da imprensa decidiu, também, colaborar com a algazarra com manchetes em que torciam pela morte de autoridades.
A gente se lembra de quando o colunista da Folha de S. Paulo, Helio Schwartsman, produziu um texto com o título: “Por que eu quero que Bolsonaro morra” No texto ele dizia: “Jair Bolsonaro está com Covid-19. Torço para que o quadro se agrave e ele morra. Nada pessoal”. Isto é ou não é lidar mal com a pandemia? Agora, como STF nunca perde uma oportunidade para exibir sua prepotência/arrogância, o ministro Ricardo Lewandowsky surgiu no nublado horizonte, para estipular prazo de 48 horas para o governo federal anunciar as datas de vacinação de um imunizante que ainda não foi sequer liberado/registrado, pelos órgãos competentes. Isso sem falar no mérito da eficácia e nem da testagem da fase 3 da vacina.
O jornalista Silvio Navarro, em reportagem da REVISTA OESTE , escreveu: “Até poderíamos perguntar se em 48 horas o ministro conseguiria, enfim, explicar por que impediu que Dilma Rousseff se tornasse inelegível durante o processo de impeachment”. E mais: "O Ministro devia ser vacinado. Quem sabe, vacinado, ele pare definitivamente de falar bobagem”. Concordamos inteiramente.
Vicente Lino.