Depois de todo o ano de 2020 sem aulas, com o enorme prejuízo que isso significa para a educação da meninada, o Ministério da Educação (MEC) decidiu revogar a decisão que obrigava a volta às aulas presenciais em universidades federais e particulares a partir de janeiro do ano que vem. Algumas universidades já haviam se mostrado contrárias à medida e a coisa ia acabar parando na justiça, porque, como se sabe, a Constituição brasileira garante a autonomia universitária. Então, ficamos assim; nada de aulas presenciais, a partir de janeiro do ano que vem.
Não sei o argumento das universidades, mas, como todo mundo sabe, no mês passado, mais de 400 pediatras de vários hospitais e universidades assinaram uma carta na qual pedem a reabertura das escolas para aulas presenciais. No manifesto, eles mencionaram estudos científicos mostrando que o retorno físico às atividades escolares é seguro para crianças e adolescentes. Isso, claro que com as medidas de proteção individual, que todo mundo conhece. Além disso, mais 2 mil pessoas assinaram o documento de forma digital, apoiando a medida.
É uma questão que deveria estar no centro do debate, de maneira a formar consenso, para o benefício de todos Trecho do manifesto dos 400 pediatras, afirma o seguinte: “Acreditamos que as crianças fora da escola trazem mais riscos a seus familiares por estarem frequentando locais sem protocolos e muitas vezes sem supervisão adulta, o que traz consigo perigos a própria criança”. Essa queda de braço que impede a abertura das escolas não ajuda nada. Só atrapalha o aprendizado.
Vicente Lino.