Ainda é cedo pra gente saber o que vai acontecer, nas eleições presidenciais de 2022, mas, talvez seja possível comparar os resultados de 2018 com os de agora. Naquelas eleições, o eleitor mandou um recado claro de repulsa ao PT e ao radicalismo que permeava o meio político, a imprensa e toda a sociedade, tanto à esquerda quanto à direita do espectro político. O eleitor parecia cansado das mesmas caras, dos mesmo projetos nunca cumpridos e dos sucessivos escândalos de corrupção, tão comuns nos últimos anos. Houve o crescimento de votos para partidos mais novos no cenário político e a preferência por políticos que se apresentavam como alternativa ao que sempre se via.
Bolsonaro, Witzel e Romeu Zema são alguns exemplos, dentre outros. Agora o eleitor parece ter dado meia volta ao votar em partidos e políticos tradicionais. Como se sabe, o DEM aumentou de 269 para 459 prefeitos eleitos, além de três dos sete prefeitos de capitais. O PP saltou de 498 para 682 prefeituras. Além do PSD, que conquistou mais 114 prefeituras e o Republicanos que conquistou mais 104. O recado das urnas parece claro. O eleitor não gostou das novas escolhas, de 2018 e os substituiu agora por partidos e políticos tradicionais.
Vale ressaltar e isso os políticos dificilmente entendem, que a eleição não é carta branca para voltarem ao triste comportamento que sempre exibiram e que o eleitor, agora parece ter compreensão de sua capacidade de mudar, sempre que os seus anseios não forem atendidos. Os políticos parecem nunca aprender, mas, felizmente o eleitor aprendeu que é possível substituir os maus políticos até que eles aprendam. É muito difícil, mas vale a pena tentar.
Vicente Lino.