Talvez esteja chegando a hora de examinar os próximos passos da moçada do Congresso, em relação aos novos presidentes da Câmara e do Senado. Daqui a dois meses tem votação por lá. O STF examinou a questão e, mais uma vez, 5 ministros disseram que a Constituição não vale e por pouco, aquelas duas tristes figuras ganhariam o direito de concorrer. A gente pode até achar que seria um absurdo a reeleição dos dois, porque é inconstitucional. Mas cá entre nós, absurdos partindo do Supremo é o que não tem faltado nos últimos tempos. A esquerda, depois de fragorosamente derrotada nas urnas, já se movimenta em acordos para propor exigências aos outros possíveis candidatos.
A conversa é aquela que a gente já se acostumou a ouvir e sabe que não passa de conversa mole. O Líder do PT, deputado Ênio Verri, afirmou, sem corar que, para apoiar algum candidato, o partido vai levar em consideração a sua luta em favor dos trabalhadores, como se alguém acreditasse nisso. O PSOL pressiona o deputado Marcelo Freixo, tentando reunir uma frente com outros partidos. NO PT, fala-se em Gleisi Hoffmann. O que essa moçada toda tem em comum é o atraso. Estão unidos no firme propósito de impedir a votação de temas importantes para o país, como por exemplo, as privatizações e a reforma administrativa. Os reais interesses dos brasileiros ficam pra depois, como sempre. O governo se movimenta para eleger Arthur Lira. Aí, as oposições topam de tudo para ter um dos seus na câmara.
É disso que se trata. São arranjos tenebrosos, para benefício de um ou outro lado. A gente segue pagando a conta. Só pagando a conta.
Vicente Lino