Por aqui, já falamos, mais de uma vez, da preocupação de toda sociedade com o enfraquecimento da Operação Lava Jato, após a chegada do PGR Augusto Aras. A coisa continua piorando e aquele sopro de esperança de que a justiça valeria para todos e de que somos todos iguais perante a lei não existe mais. Augusto Aras tem se mostrado inimigo da Lava Jato e suas ações deixam claro essa triste empreitada. Em setembro a conselheira do MPF, Maria Caetano Cintra, havia prorrogado liminarmente a Operação por mais um ano. Augusto Aras cassou a liminar e a prorrogou por somente 4 meses.
O coordenador da Operação Gleenfield, Anselmo Lopes, pediu o apoio de 15 procuradores, com dedicação exclusiva, para dar conta de processos bilionários, que resultaram na prisão de Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves, além da famosa JBS, de Joesley Batista, que celebrou acordo de leniência no valor de 10,3 bilhões de reais. Mesmo assim, Augusto Aras negou a dedicação exclusiva aos procuradores, o que contrariou toda a cúpula de S. Paulo.
O coordenador da operação, Anselmo Lopes, pediu demissão e, em sua carta de despedida reclamou da insuficiência de uma estrutura básica de trabalho para a força tarefa. É lamentável. A Operação Lava Jato, por ter finalmente colocado poderosos na prisão, chegou a trazer alguma esperança de justiça para a sociedade. O PGR sempre teve outro plano. A Revista Oeste afirma o seguinte: “O plano de Augusto Aras prevaleceu e a maior operação anticorrupção da história, com suas operações enfraquecidas ou extintas está asfixiada. Ficamos assim; O STF solta criminosos em escala industrial e a PGR opera para impedir as investigações e prender os criminosos. Pobres de nós, que pagamos por tudo isto.
Vicente Lino.