Os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre operam para se manter à frente dos cargos. A questão foi parar do STF, atendendo a um pedido do PTB. Os dois querem a reeleição o que contraria o (art. 57, parágrafo 4º, da Constituição Federal). Hoje, Sexta-feira, dia 4 de dezembro, o STF começa a julgar o caso. A gente ainda não sabe qual será a decisão do Supremo, mas já se pode afirmar o tamanho absurdo, que estas duas figuras protagonizam. Fingem se esquecer que a alternância do poder é essencial à democracia. Felizmente, há um movimento no Congresso, contrário a essa infeliz tentativa, e vários partidos já se declararam contrários.
Caso o STF considere o pleito CONSTITUCIONAL, a maioria das duas Casas pode impedir a reeleição pelo voto. O Senador Álvaro Dias afirmou o seguinte: “O Supremo é o guardião da Constituição e não o seu algoz. Eu não acredito que o Supremo vai considerar a Constituição inconstitucional” Além do Senador, 13 partidos já se declararam contrários à reeleição e assim o movimento conta com 264 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores. É lamentável que seja necessária toda essa movimentação, somente porque dois parlamentares decidem se agarrar aos seus cargos. Ainda que o STF evite este dano ou os deputados impeçam mais esta heresia, fica o reiterado desrespeito às leis e o permanente desprezo aos eleitores.
Em Carta enviada ao STF os deputados que assinaram a carta ao STF, afirmam: “sistema democrático e representativo brasileiro não comporta a ditadura ou o coronelismo parlamentar”. Concordamos todos.
Vicente Lino.