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Coluna/Opinião

 O Brasil de Costas para o Ocidente- Vicente Lino.

Data: Quarta-feira, 20/05/2026 15:05

Na reunião com Lula na Casa Branca, Donald Trump afirmou que os dois discutiram diversos temas, incluindo comércio e tarifas, e que os representantes dos dois países têm reuniões agendadas para discutir outros pontos-chave.

É bem-vindo o reatamento diplomático do Brasil com os Estados Unidos. No passado, nossos líderes entenderam que o destino do país está intrinsecamente ligado ao Ocidente — não por submissão, mas por valores compartilhados: democracia, liberdade de mercado e direitos individuais.

Até agora, entretanto, Lula tem se empenhado em um "autoexílio" ideológico, trocando parcerias estratégicas com a maior economia do mundo por alinhamentos automáticos com regimes autocráticos. Não é difícil perceber que o governo não está apenas mudando de lado; está mudando de século, voltando a uma retórica de "Guerra Fria" que o mundo moderno já superou.

Quando o Brasil se omite sobre a ditadura venezuelana, quando flerta com modelos de censura digital inspirados na China ou quando envia representantes para cerimônias ao lado de grupos extremistas no Irã, envia um sinal claro ao mundo: o país não prioriza mais a democracia liberal.

A reunião de agora não vai apagar anos de retórica antiamericana e ataques à hegemonia do dólar. O silêncio da Casa Branca e a falta de anúncios concretos são o recibo de uma irrelevância conquistada a duras penas. Hoje, o Brasil não é visto como um mediador, mas como um satélite ideológico que perdeu a confiança do seu parceiro histórico mais importante.

Para ser respeitado, o Brasil precisa parar de colecionar apertos de mão com ditadores e voltar a construir pontes com democracias respeitáveis — com quem realmente move a fronteira do desenvolvimento mundial.

Vicente Lino.

 

 

 

 

 O Brasil de Costas para o Ocidente- Vicente Lino.