Funciona um lobby francamente contrário ao projeto da reforma administrativa, apoiada pelo Ministro da Economia Paulo Guedes, que está na Câmara dos Deputados. Um grupo de parlamentares, temendo o endurecimento das regras para o setor público, já iniciou uma ofensiva junto ao STF e, por conta disso é possível que a reforma só comece a avançar em 2021. Tem lá uma moçada que pediu a suspensão imediata da proposta de emenda a constituição, que trata do tema. São os deputados, Fábio Trad (PSD-MS), Paulo Teixeira (PT-SP), Professor Israel Batista (PV-DF) e Marcelo Freixo (Psol-RJ), e os senadores Weverton Rocha (PDT-MA) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
Colocaram lá, um mandado de segurança que será decidido pelo Ministro Marco Aurélio Mello. De acordo com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, a reforma poderia trazer uma economia de 300 a 450 bilhões de reais, aos cofres públicos em dez anos. Os contrários à reforma, querem manter, dentre outras vantagens; a redução de jornada sem a correspondente redução de remuneração, incorporação, total ou parcial, da remuneração de cargo em comissão, acumulação de cargos públicos sem limite de duração máxima da jornada de trabalho, a estabilidade no emprego e por aí vai. Parece não haver dúvida da necessidade de uma boa reforma administrativa.
Afinal, nosso funcionalismo custa 750 bilhões, o que corresponde a 10.5% do PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo País. Por outro lado, fazer a defesa dessa multidão de funcionários significa enorme visibilidade para políticos, sempre a cata de votos. Não se sabe se os argumentos contrários à reforma fazem algum sentido ou servem apenas para angariar mais votos, garantir a eleição e continuar no Congresso atrasando o Brasil que trabalha.
Vicente Lino.