O Brasil que trabalha sempre cobrou agilidade do Congresso, para a votação dos projetos de interesse da população. Mas, como aquela gente tem o seu próprio tempo e, na maioria das vezes, caminha em sentido oposto ao desejado, os projetos vão ficando parados a depender dos interesses de cada grupo, das casas do Congresso e, principalmente de seus presidentes. Estão lá parados e a gente não sabe quando serão colocados em pauta, por exemplo, a reforma administrativa, a prisão após condenação em segunda instancia, PL da privatização da Eletrobrás e por aí vai. No início deste ano já estavam parados 15 projetos que tratam da economia, conforme levantamento do jornal A Gazeta do Povo.
Agora a coisa começa a piorar e piorar muito. É que o país inteiro pode parar se começar o ano que vem sem aprovação de, pelo menos, a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias. O Ministério da Economia já alertou que, sem essa aprovação, o governo não vai poder pagar despesas nem com salários, aposentadorias, pensões e benefícios sociais. Também, não vai poder fazer nenhum investimento e nem manter os órgãos públicos funcionando. É coisa muito séria e isto nunca aconteceu, pelo menos desde a Constituição de 1988.
Do lado de cá, o Brasil que trabalha e banca os 513 deputados e 81 senadores fica a se perguntar por que essa gente não arranja um tempo pra apreciar e votar uma inadiável lei que foi enviada pelo governo ainda no mês Abril. É o Congresso que temos. Uma lei enviada pelo governo, em Abril, fica parada por lá e, como estamos a pouco mais de um mês para o recesso legislativo, o país inteiro, corre o risco de ficar paralisado pela falta de empenho, pelo descaso e pelo desrespeito de seus parlamentares para com os eleitores.
Vicente Lino.