Muito se tem falado sobre o aumento do poder nas organizações criminosas dentro e fora dos presídios. Agora, a imprensa noticia mais uma face dessas múltiplas ações de que se alimenta o crime Reportagem do site de notícias, O Antagonista, dá conta de que a nova investida dos criminosos é a invasão de imóveis populares para famílias de criminosos. A coisa funciona mais ou menos assim: uma vez identificado, o imóvel desocupado é imediatamente invadido e destinado exclusivamente a familiares de presos ou ex-presidiarios que sejam filiados à organização criminosa.
O Ministério Público denuncia que o PCC – Primeiro Comando da Capital, vem ocupando ilegalmente dezenas desses imóveis que são vinculados ao CDHU- Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo e, também, à Cohab – Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo. O atrevimento é tão grande que até o nome foi copiado e os criminosos afirmam se tratar do “Setor-CDHU”, com todas as aspas, claro.
O Ministério Público, que junto com a Policia Federal, desarticulou o núcleo jurídico dos criminosos, afirmou o seguinte: “Sob um discurso falso de assistencialismo, o ‘Setor CDHU’ (lá dos criminosos), tem como propósito não assegurar o bem-estar de pessoas menos favorecidas, mas garantir a permanência da estrutura criminosa da base do PCC”. Por enquanto, é onde chegamos. Famílias adquirem penosamente o seu imóvel e, daí a pouco, essa moradia é invadida por criminosos. O STF continua a soltar criminosos, pela porta da frente, e o Congresso nem pensa em votar a lei que garante a prisão de réus, após condenação em segunda instância. Chegamos, tristemente aqui, mas nesta toada, a gente não sabe onde é que essa coisa vai parar.
Vicente Lino.