Aqui neste canto, a gente tem falado do início da recuperação de nossa economia, após o extraordinário tombo por conta da pandemia. A coisa ainda está distante do desempenho anterior à doença, mas, ainda assim vem melhorando. Começa agora uma discussão sobre uma possível segunda onda, a exemplo do que estaria ocorrendo na Europa, ainda que com opiniões discordantes. Daqui, torcemos para aqueles que afirmam que não teremos a tal segunda onda, ou ela virá bem mais fraca. Vale torcer porque a economia já apresentava a recuperação dos empregos com carteira assinada. No momento, há uma preocupação dos responsáveis pela economia com a possível interrupção da retomada dos empregos. Afinal, de acordo com o Caged, foram criados 131 mil empregos, em julho, 294 mil em agosto e 313 mil em setembro.
E a preocupação só aumenta, quando se sabe que, daqui a pouco, o governo vai parar de pagar o auxílio emergencial. Falta, agora o mais difícil que é acreditar no compromisso do governo com o gasto público. Se o governo não conseguir colocar suas contas em ordem será difícil manter a recuperação e, todo mundo sabe que o país ainda não tem nem mesmo a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2021. Além do que boa parte do Congresso segue pressionando irresponsavelmente pelo aumento das despesas e alguns querem flexibilizar a regra do teto de gastos.
A gente continua repetindo que a sociedade formada pelos empresários e trabalhadores segue em seus esforços para recuperação da produção e a criação de postos de trabalho. A parte importante que cabe, quase que exclusivamente, ao governo pode frustrar a esperança de pronta recuperação, após a pandemia. Quem sabe um dia essa gente deixa a bolha em que vive e venha caminhar junto ao povo no Brasil real.
Vicente Lino.