Recentemente, o Instituto de Formação de Líderes promoveu um evento em Curitiba, onde o destaque foi a palestra sobre a liberdade de expressão. O encontro propôs uma reflexão sobre o papel da liberdade de expressão na consolidação da democracia, no funcionamento das instituições e no desenvolvimento econômico do país. E lembrou a urgência em proteger a liberdade de expressão como o pilar inegociável da democracia e da prosperidade.
Como se sabe, assistimos a uma movimentação preocupante que busca substituir o livre embate de ideias por estruturas de controle. Projetos de lei e a criação de instituições governamentais carregam a pretensão do Estado em se tornar o árbitro supremo da verdade. E a gente já sabe; quando o governo se propõe a dizer o que pode ou não ser dito, ou o que é "verdade dentro do debate público, quer apenas tutelar a sociedade.
Temos o direito de fiscalizar e criticar as instituições e exigir um ambiente onde o questionamento seja permitido e até encorajado. O cerceamento da fala é o primeiro passo para o autoritarismo. Instituições criadas para "zelar pela verdade" acabam zelando apenas pela narrativa oficial e blindar o Governo. Ao ditar os rumos do pensamento humano, o governo acaba asfixiando a liberdade de seu povo. E quando tenta impedir o debate e silenciar a imprensa sob o pretexto de "proteção" está subestimando a inteligência da sociedade.
O evento em Curitiba, mostrou que a liberdade de expressão é uma necessidade de sobrevivência para uma sociedade que aspira ser livre e próspera. Liberdade é defender o direito de cada cidadão de ser o dono de sua própria consciência. Para isto não precisa de proteção do Estado.
Vicente Lino.