Alexandre de Moraes, aquele cuja família tem um contrato com Daniel Vorcaro do Banco Master que lhes garante 3 milhões e 600 mil reais POR MÊS, e cuja esposa acaba de ser denunciada como tendo falseado uma “prova” dos serviços prestados ao estelionatário preso, ordenou busca e apreensão de celulares, computadores, tablets, documentos e outros dispositivos eletrônicos do jornalista Luís Pablo, responsável pelo site Blog do Luís Pablo, com sede em São Luís, após reportagens sobre o uso irregular do carro funcional do ministro Flávio Dino no Maranhão.
A medida foi solicitada pela Polícia Federal dentro de investigação sobre suposto “crime de perseguição”, “indícios de monitoramento do veículo de Dino” e “exposição de informações sensíveis relacionadas à segurança do ministro”.
No mundo real o que houve foram reportagens de novembro de 2025 que detalharam o uso de um veículo blindado do Tribunal de Justiça do Maranhão, o estado mais pobre do Brasil, por familiares do ministro, contra o que manda a lei.
Os itens que podem ser apreendidos incluem:
Computadores e notebooks usados para publicações;
Celulares e tablets do jornalista;
Documentos físicos e digitais relacionados às matérias;
Arquivos em serviços de armazenamento em nuvem;
Publicações em redes sociais e blogs.
Ao jornal O Globo que, após revelar o contrato milionário da família do ministro, teve seus jornalistas veladamente ameaçados, Moraes, interrogado, respondeu que “a inviolabilidade domiciliar é uma garantia constitucional, mas pode ser afastada quando há indícios de crime”.
O jornalista Luís Pablo, como de hábito na “democracia lulista”, não teve acesso aos autos para entender os fundamentos da acusação que lhe imputam, mas reafirmou o compromisso com o jornalismo responsável e a apuração de fatos de interesse público, respeitando os princípios que garant(iam) a liberdade de imprensa e o direito à informação.
A Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA) comentou o fato com a meia-sola de sempre, dizendo que buscas e apreensões devem ser “executadas com cautela”, respeitando a preservação do sigilo de fonte e o livre exercício do jornalismo.
Como não aconteceu nada nem com Moraes, nem com Tóffoli, depois dos flagrantes em que foram pegos e das respostas esfarrapadas que deram, e a imprensa continua hesitando em tratá-los como o que suas contas bancárias provam que são, eles houveram por bem avançar pelas bordas sobre os jornalistas, para decidir quando poderão “quebrar os dentes” aos do centro.
Fernão Lara Mesquita.