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Coluna/Opinião

Senador Alessandro Vieira denuncia fraude na decisão do Ministro Gilmar Mendes. O Antagonista

Data: Terça-feira, 03/03/2026 15:39

Para o Senador a FRAUDE é clara: a CPI do Crime Organizado aprovou a quebra de sigilo da Maridt Participações, empresa ligada aos irmãos do ministro Dias Toffoli, para investigar graves indícios de movimentações financeiras suspeitas e suposta lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. No entanto, a investigação esbarrou na velha blindagem de Brasília.

A defesa da empresa articulou uma manobra grotesca para escolher quem julgaria o caso. Em vez de protocolar o recurso e deixá-lo cair nas mãos do relator natural da investigação no STF (o ministro André Mendonça), os advogados inseriram o pedido sorrateiramente dentro de um processo antigo sobre a CPI da Pandemia — uma ação de 2021 que já estava arquivada há três anos, mas que tinha Gilmar Mendes como relator.

O desfecho não surpreende quem acompanha as engrenagens da impunidade: Gilmar desarquivou o processo que não tinha qualquer relação com o assunto atual, concedeu um habeas corpus de ofício para anular as quebras de sigilo determinadas pela CPI, blindou a empresa da família de Toffoli e, logo em seguida, arquivou tudo novamente.

Como bem cravou o senador Alessandro Vieira, relator da CPI, trata-se de uma fraude processual escancarada. É regra primária do Direito que ninguém pode escolher o próprio julgador. Mas, nas altas cortes do país, cria-se um "jeitinho" sob medida para garantir que a sujeira não saia de debaixo do tapete e que os amigos do poder permaneçam intocáveis.

Se há suspeitas de cifras milionárias e relações nebulosas, a apuração tem que ir até o fim, doa a quem doer. A República não comporta cidadãos acima da lei. 

O Antagonista.

Senador Alessandro Vieira denuncia fraude na decisão do Ministro Gilmar Mendes. O Antagonista