É possível acreditar que cada povo tem o governo que merece, até mesmo porque, somos chamados às urnas a cada dois anos, não é mesmo? Mas isto é só teoria. Na prática muda tudo. Durante a campanha política, Bolsonaro prometeu desenvolver um formidável processo de privatização e os deputados e senadores que o apoiavam prometiam a mesma coisa, claro. Era uma promessa só. Como se sabe, privatização divide opiniões, mas a prática tem mostrado resultados bastante favoráveis, bastando ver os exemplos na telefonia e na siderurgia, com os enormes e comprovados benefícios para a sociedade. Mas, onde estão senadores e deputados que apoiavam a ideia?
Quando saiu do Governo o Ex-secretário Salim Matar afirmou que as privatizações enfrentam séria resistência, no Congresso. Desde novembro, há 1 ano, o processo da Eletrobrás está parado no Congresso e Rodrigo Maia não se mexe. Segundo Salim Matar, há 14 estatais em análise do BNDES para entrar no processo, mas a coisa não andava e aí ele deixou o governo. Como se vê, ainda que os benefícios sejam para toda a população, há grupos no Congresso contrários ao povo e, daqui a pouco, estarão nas ruas, de novo, pedindo votos.
O Ministro Paulo Guedes acaba de afirmar “há acordo na câmara e no senado que não deixa privatizar”. A coisa é tão estapafúrdia que os Estados mesmo quebrados ainda mantêm 258 empresas estatais que custam ao Brasil que trabalha e paga impostos 16 bilhões e 100 milhões por ano. Mais da metade destas empresas dão prejuízo que são cobertos pelo governo federal, que, como não produz nada retira essa dinheirama toda dos impostos que pagamos. Câmara e Senado deveriam dar explicações. Não falam porque impedem as privatizações e continuam a se comportar como parasitas. É o que sempre foram.
Vicente Lino.