Alexandre de Moraes mostrou que além de vítima, acusador, juiz, Ministro, faxineiro, engraxate e copeiro do STF, também é médico, que, havendo-se com o presidente do Conselho de Medicina, impediu uma sindicância do órgão sobre o atendimento clínico a um idoso recém operado, que caiu e teve traumatismo craniano. A queda levara o referido presidente à justa preocupação com a adequação do acompanhamento médico.
Bolsonaro passou por inúmeras cirurgias abdominais devido a uma facada dada por um tipo advindo da esquerda, cujo documentário a respeito no Brasil Paralelo foi censurado em período pre-eleitoral, como se não fosse justamente nesta época que todas as verdades possíveis a respeito de um espectro político ou candidato devem ser contadas.
Ou seja, não foi só censura abjeta, mas violação de direito coletivo à informação sob o epíteto requintado de "desordem informacional", um requinte requentado do manual da USAID, tal é a escassez intelectual que cerca a Corte a ponto de empenhar o plágio até mesmo de uma bobajada burra como essa da entidade extinta por Trump como instrumento de perseguição pela esquerda e implantação do complexo mundial de censura.
E dizemos burra porque a tal "desordem informacional" não passa de um nome vistoso para o gênero das falácias denominado como "nom sequitur", ou seja, quando a conclusão não decorre das premissas, a saber, algo conhecido há dois mil anos em lógica.
O problema aí estava em que ninguém autorizou o baixo clero autoral das letras jurídicas, como Alexandre ou Levandowski, com igual condição intelectual deficitária dos demais julgadores do TSE na ocasião, a dizer o que se pode e se deve concluir de qualquer trabalho investigativo na história e da política, e muito menos foi substuído o juízo coletivo por uma instituição, seja ela qual for, para determinar previamente o que pode ser pensado.
Mas agora descobrimos um outro pendor epistêmico de Moares: seu entendimento de medicina, que mais é uma epistemologia paranóide. Explico-me. Moraes está sempre pronto a ver quem queira enganá-lo saindo debaixo dos tapetes e dos armários abertos, como Stalin nos estertores, quando o líder sociopata e genocida era assombrado pela apariçao daqueles que mandara matar. É como esses juízes novos que aprendem na Escola da Magistratura a desconfiar do advogado, justamente porque não têm capacidade e cultura jurídica para prescindir dessa regra idiota.
No caso do enfermo Bolsonaro ficamos atônitos vendo a atitude de quem não tem um bósom highs de empatia, o que faz inevitável a comparação entre o Ministro e a frieza do doutor Mengele, o famoso médico nazista que realizava os experimentos mais monstruosos com judeus em campos de concentração. Será uma injustiça ter Alexandre como um Mengele?
Aqui temos um sujeito que, paranoicamente temendo ser enganado, criou a biologia jurídica, na qual ele é o sumo sacerdote medicinal, sobrepondo-se como um negacionista à ciência que embasa a medicina.
Ora, que pena não termos sabido antes dessa sua aptidão de criar realidades pela via da biologia jurídica; Moraes poderia haver intimado o vírus, na pandemia, a se explicar em 48 horas e tê-lo encarcerado sem prazo, como faz com as pessoas. Oh, oportunidade perdida...
Quando falta o sentido do ridículo aos monstros morais, acabamos por caminhar no sentido da tragédia do sadismo que não encontra mais freio, revelando o quão execrável é a sociedade brasileira ao permitir que uma fealdade moral dessas persista.
Até quando seremos iguais aos alemães que ao sentir o cheiro dos cadáveres queimando nos campos da morte buscavam desconversar internamente para ver se fixavam a banalidade do mal como alforria cega de sua própria consciência? O que estamos presenciando é um assassinato escalado publicamente, o que só mostra nossa decrepitude.
Brasileiros, acordem! Às ruas, cidadãos! Esse é meu chamado à vergonha - ainda que seja eu apenas uma formiguinha, um pequeno homem que mais além de sua própria insignificância, leva em si o significado inconcessível e irrenunciável da consciência da humanidade.
Felix Soibelman