O governo acaba de enviar propostas ao Congresso para reativar o financiamento de obras no exterior, utilizando os recursos do BNDES. Depois de prejuízos milionários e a corrupção descoberta pela Operação Lava Jato, o Banco suspendeu os financiamentos. Agora o governo se esforça para aprovar novos marcos legais que permitam ao banco voltar a financiar serviços de engenharia fora do país.
A conversa é que isso ajuda a exportar a inteligência brasileira e aumenta a competitividades das empresas nacionais. Na verdade, muitos países não pagaram os financiamentos e o calote caiu no colo do Tesouro Nacional, dinheiro dos nossos impostos. As Construtoras Norberto Odebrecht e OAS lideraram as obras e as propinas e hoje seus dirigentes estão soltos rindo na nossa cara. O calote não é pequeno.
A Venezuela deve 10 bilhões por conta das obras do Metrô de Caracas e a Ponte sobre o rio Orinoco; Cuba deve 297 milhões de dólares, pelas obras do Porto de Mariel; Moçambique deve 463 milhões de dólares pelo Aeroporto de Nacala e por aí vai. Está na cara que a tragédia vai se repetir. Lula prefere financiar regimes autoritários e instáveis, no lugar de aplicar recursos em infraestrutura interna, como saneamento, estradas e hospitais.
O Poder Legislativo deveria exigir que qualquer empréstimo para governos estrangeiros passasse obrigatoriamente pelo crivo do Senado Federal. Evitaria que o BNDES fosse usado novamente como instrumento de política partidária externa.
Mais uma vez, Lula e seu PT querem voltar à cena do crime.
Vicente Lino.