Logo no início do atual governo, foi noticiado um amplo plano de privatização das empresas estatais. Essa é uma daquelas questões em que não há unanimidade e, cá entre nós, há argumentos que merecem ser considerados dos dois lados. Agora mesmo, temos a informação da privatização da paranaense Copel Telecom, que vem a ser a última estatal brasileira de telecomunicações. O interesse foi tamanho que o leilão ultrapassou em 1 bilhão de reais, o lance mínimo estipulado pela empresa. Ainda que tenhamos grupos contrários, o que tem levado às privatizações das estatais é a recorrente necessidade de recursos para investimentos.
Sem os investimentos as empresas não conseguem acompanhar as evoluções tecnológicas e perdem mercado, com as consequências que todos conhecemos. O noticiário dá conta de que a Copel Telecom chegou a dominar 67% das telecomunicações via fibra ótica, no estado, onde atuava com exclusividade. Com a abertura do mercado, a empresa viu o seu domínio cair para os atuais 21,9%. Para se manter no mercado, a empresa teria que investir muito, porém, não encontrava os recursos.
É coisa gigantesca, pra gente grande e o estado brasileiro mal consegue os recursos para tocar o dia a dia de suas responsabilidades com saúde, educação, infraestrutura, segurança e por ai vai. De 2009 a 2018, por exemplo, houve necessidade de R$ 1,26 bilhão em investimento e sem o dinheiro, o governo paranaense optou pela privatização. A julgar pelas privatizações de outras empresas de telefonia Brasil afora, talvez tenha sido essa a melhor solução. Deixemos a gestão das empresas com os especialistas e cuidemos daquilo que é o básico e que tem sido negligenciado pelo governo brasileiro, em todos os seus níveis.